Tuesday, May 16, 2006

O 'EFEITO DA VINCI'


Conspiração, mistério e aventura

Realidade ou fantasia? O livro “ O Código Da Vinci”, de Dan Brown, se apresenta como uma ficção histórica, apoiando-se em teorias conspiratórias e em citações a livros, sobre o que seria a verdadeira história de Cristo. E, como todo best-seller, o livro é baseado em uma grande e controversa polêmica.

Jesus teria sido um homem comum, um profeta, que casou-se com Maria Madalena, teve filhos, e era adepto de uma forma religiosa de culto à feminilidade. A Igreja, a partir de Constantino, teria deturpado toda a história e recriado um Jesus Messias, machista e divino. E, os documentos que comprovariam a verdadeira história de Jesus estariam junto ao túmulo de Maria Madalena formando o que seria o Santo Graal (a velha história do Cálice seria outro engodo). A Igreja teria escondido os outros 80 evangelhos gnósticos (ou apócrifos), onde estariam grandes revelações na verdadeira "versão" da história.

Toda essa história é permeada de fatos históricos reais, descrições precisas de lugares e obras de arte e de um romance extremamente cativante que narra as aventuras dos protagonistas em busca do Santo Graal. A história toda é articulada sabiamente deixando até o leitor mais astuto com dúvidas sobre a linha divisória entre História e Ficção.

Após a crucificação de Jesus, Maria, sua sucessora e líder da igreja primitiva, e sua filha Sara teriam partido para a Gália e lá teriam fundado a linhagem dos merovíngios, da família real francesa (os descendentes de Jesus, segundo o livro, viveriam até hoje na França). Essa dinastia, encravada na organização secreta Priorado de Sião, tinha os templários como uma espécie de milícia.

O que Leonardo da Vinci teria a ver com isso? O romance apresenta da Vinci como membro dessa organização, que conhecia os segredos dos templários, entre eles o de que Santo Graal conservaria os restos do corpo de Maria. Leonardo da Vinci teria deixado vazar segredos, colocando em suas telas pistas do papel que Maria Madalena teria realmente tido na religião católica.

No livro, as pistas são deixadas em quadros do pintor, como na Santa Ceia (quem estaria à direita de Jesus seria Maria, e não João. ("O rosto é feminino demais para ter o nome do apóstolo", argumenta Brown). Daí o nome do livro, "Código" Da Vinci, ou seja, o significado secreto de sua cifrada pintura.


Enquanto os críticos literários colocam essa apenas como mais uma polêmica obra de ficção, o autor garante que as teorias presentes na história têm valor. Segundo Dan Brown, o enredo está baseado em passagens verdadeiras da vida de Jesus, que a Igreja Católica fez questão de esconder.

O livro "O Código Da Vinci", em destaque na lista de best-sellers do New York Times, cativou a atenção de milhões de leitores, motivou um programa especial no horário nobre na ABC News e foi lançado como um importante filme de Hollywood.

Veja onde comprar o livro:

SUBMARINO.COM.BR
LIVRARIA CULTURA.COM.BR
LIVRARIA SARAIVA.COM.BR
MERCADO LIVRE.COM.BR

Tuesday, April 25, 2006

RESENHA 1: “O que é virtual”, Pierre Lévy

UMA JANELA VIRTUAL

O homem foi a lua, descobriu a cura de doenças, inventou o telefone, o computador,..., tudo através do avanço tecnológico que cada vez mais se intensifica no mundo contemporâneo. Antes nem se imagina que seria possível falar e/ou ver alguém que estivesse, por exemplo, na China, por meio de uma tela de computador. Era impossível. Mas hoje se pode mais, o mundo virtual nos permite que a imagem torna-se quase uma presença. Ou seja, as tecnologias de comunicação permitem ao homem estar aqui e ali, estar num espaço físico e noutro ao mesmo tempo, independentemente da distância, pois a velocidade de transmissão é muita rápida. Os nossos desejos, atividades físicas e psíquicas necessitam de uma exterioridade que ocorre na virtualização. A exteriorização é feita por todos e na virtualização podemos ter acesso às sensações do outro, nos sistemas avançados da realidade virtual em quase tudo a experiência do outro é semelhança à nossa.

Como relata Lévy, já percebemos a virtualização da sociedade nas novas tecnologias da comunicação, do transporte, da medicina, da economia e da política, repercutindo em uma subjetividade que prima pela mobilidade, que transita pelo diferente. Mas a virtualização não é um fenômeno restrito ao espaço informático. Desde o body building, com as cirurgias plásticas, até os transplantes, os implantes de próteses, ou seja, podemos nos construir e nos remodelar. Tudo faz parte de uma etapa no contínuo processo de autocriação que sustente a espécie humana, onde experimentamos uma sensação de virtualização do corpo.

Para o autor, o virtual seria a dúvida, o ponto de tensão, a hipótese, o desestabilizante,... Virtualizar significa dissolver algo que se apresenta como atualização , no sentido de inscreve-la em um todo maior, colocar nela numa interrogação que a faça tornar-se parte de um complexo problemático superior, o que levará a novas atualizações e novas virtualizações.

Como interface, interatividade, hipertexto, hipermídia, virtual, ciberespaço, cibercultura e outras, parecem indicar não apenas uma redefinição do papel dos meios de comunicação no contexto histórico e cultural da humanidade, mas um novo direcionamento das relações do homem com tudo que cria, através do computador. As infinitas possibilidades de conexões entre trechos de textos e textos inteiros favorecem a flexibilização das fronteiras entre diferentes áreas do conhecimento humano.

Lévy sugere que a escrita ainda pode ser vista como processo de virtualização, ou seja, a separação parcial de algo de um corpo vivo, colocação em comum, heterogênese. O autor afirma que o texto é uma entidade virtual e abstrata que atualiza-se por meio da leitura. Logo, a leitura do texto é uma atualização, enfim um ato criativo de construção de sentidos. O texto faz com que o leitor tenha formas de compreender e ler diferentes. Isso se dá através do hipertexto. Segundo o Lévy, o hipertexto é virtual pois a subjetividade humana entra em processo ao acrescentar ou modificar links e ao conectar dois hiperdocumentos distintos construindo um único hiperdocumento. A partir do hipertexto, toda leitura torna-se um ato de escrita. “O hipertexto é um conjunto de nós ligados por conexões. Os nós podem ser palavras, páginas, imagens, gráficos, seqüências sonoras, documentos complexos que podem eles mesmo ser hipertexto”. Tudo isso, conforme Lévy, auxilia à interpretação e enriquece a leitura.

Logo, Lévy dá uma imagem positiva do conceito e acima de tudo retira a imagem negativa que paira sobre o virtual.

Monday, April 24, 2006

RESENHA 2: “Cultura da Interface”, Steven Johnson

A TECNOLOGIA QUE TRANSFORMOU A SOCIEDADE

“Como a gente conseguiu viver sem e-mail e processador de textos?” Segundo Johnson, a resposta é simples: “Conseguimos viver porque não sabíamos o que nos faltava.”
No livro “Cultura da Interface”, o autor mostra como a interface do ciberespaço influencia a vida moderna e reflete suas principais características. Johnson compara o papel do design tecnológicos ao dos romances do século XIX: tornar as mudanças da sociedade compreensíveis para quem as vive. A nova linguagem visual é apenas uma maneira de tornar mais acessível a complexa rede de informações ao nosso alcance.
Johnson analisa a interface como comandos do computador através dos quais controlamos a informação.
Apesar de muitas pessoas se sentirem ameaçadas em frente a tela do computador, devido a artificialidade do meio virtual. Hoje em dia, não podemos imaginar escrever sem ele. A caneta e o papel perderam espaço nesta revolução digital, por serem consideradas de tecnologia inferior. Parte a mente criativa, o uso da interface tornou mais sedutor, mais confortante.
Os processadores de texto chegaram e mudaram nossa maneira de escrever, trazendo novas ferramentas, agilidade e criando um novo estilo de escrita, mais descontraído, mais coloquial. Segundo Johnson, a tendência é que as pessoas fiquem cada vez mais a vontade com os processadores de texto. Agora é possível rearranjar as palavras com alguns gestos rápidos com o mouse e deletar, em frações de segundos. Pode-se sempre voltar e consertar o erro.
O computador veio não só para tornar o ato de escrever mais fácil, como mudou a própria substância do que se escreve, tendo um enorme impacto sobre o pensamento. Além disso, computador resolveu mistérios com o uso de suas ferramentas, possibilitando a perfeita interação homem/máquina.
Mas, as novas tecnologias quando nascem são sempre mal compreendidas. Contudo, as palavras continuam sendo parte importante da metainformação da interface. Não é à toa que os ícones vêm com uma designação textual presa a sua base. O texto se encontra amplamente presente na interface gráfica atual.
Segundo Johnson, a tecnologia digital avançou enormemente desde sua criação, mas não o bastante para permitir a um computador ler um livro e compreendê-lo. O ser humano é muito mais capaz de interpreta-lo.
Como exemplo, cito as obras de arte: as noções de textura, volume e profundidade na tela do computador são ilusórias. Certamente o público continuará apreciando as obras não de maneira virtual, e sim, na sua dimensão real.

Tuesday, March 28, 2006

ANÁLISE SITES _ EDITORIA CIÊNCIA

Ao analisarmos os sites do IG, Folha, Globo e Terra concluímos que o grande diferencial entre os sites foi o layout principal. Partindo do fato que todos os sites recebem as informações pré-feitas de agências de notícias, o conteúdo jornalístico é muito próximo. Análises das peculiaridades de cada site encontram-se nos tópicos abaixo:

IG: NAVE QUE LEVARÁ PRIMEIRO BRASILEIRO AO ESPAÇO JÁ ESTÁ POSICIONADA
O site do IG é o menos atrativo. Já na capa percebemos que o link encontra-se com pouco destaque. Na parte interna do conteúdo nos deparamos com uma seleção de fontes muito pobre, além da falta de imagens. Ao abrirmos a chamada, o layout da matéria em si, segue com muito espaço entre a linha de apoio (que, inclusive, chama mais atenção que o título da matéria) e a reportagem. O conteúdo apresenta links para outras matérias e fotos referentes ao conteúdo. As imagens aparecessem somente com a utilização do link, que mesmo pouco aproveitado, oferece inúmeras fotos com qualidade e descrição bem completas. A publicidade (propaganda em verde) fica desconexa no meio da página, chegando a confundir a atenção do leitor. O conteúdo apresentado pelo IG, perde em qualidade. Os textos são um pouco sucintos, mesmo que, traga as informações necessárias, além de citar inúmeras fontes que aumenta a credibilidade de tais fatos.

FOLHA: NAVE DE BRASILEIRO VAI À PLATAFORMA NESTA TERÇA
O site da Folha não apresenta a matéria como a principal notícia do site, ela fica localizada na seção Destaque, embora a foto em destaque na página, mesmo que afastada, também remeta a matéria analisada. Percebemos, então, que de alguma forma o leitor acabará deparando-se com essa notícia. A segmentação do layout é de boa visualização, disposta de maneira organizada e clean, facilitando bastante a navegação. Já na parte interna, onde a matéria está na íntegra, o texto está disposto no formato padrão, sem muito atrativos desnecessários, o que torna a leitura agradável e o layout não poluído. A publicidade no texto integral não chama tanto a atenção, um ponto positivo para o site. Os links referentes ao mesmo tema estão na parte inferior da página, deixando ao leitor a opção de aprofundar-se mais no assunto. O conteúdo, de fato, do site da Folha apresenta um ganho em relação aos outros sites analisados. O texto é o mais completo e esclarecedor, usando dos subtítulos para facilitar a leitura.

GLOBO: NAVE QUE LEVARÁ ASTRONAUTA BRASILEIRO ESTÁ PRONTA PARA LANÇAMENTO
O site da Globo dá total destaque ao tema na capa, composto pela foto e chamada principal. As disposições estão claras e bem organizadas, agradando a primeira vista. Também na capa o site possibilita a navegação através de outros links, que reportam a fatos relacionados ao acontecimento. Porém, quando clicamos na chamada da notícia, aparece novamente um link com o lead para que se leia a matéria na íntegra. Isso acarreta perca tempo e interesse do leitor. Quando aberta, a notícia não apresenta as possibilidades de outros links, mostrando apenas o conteúdo. O texto da Globo é breve, mas também contém todas informações com objetividade necessárias para a compreensão.

TERRA: NAVE QUE LEVARÁ BRASILEIRO É POSICIONADA EM RAMPA
O site Terra apresenta a matéria no destaque da chamada principal do site, porém a foto que se encontra abaixo, remete a outro assunto, o que acaba confundindo o leitor. O site também traz, na capa, links remetendo a outras informações sobre o mesmo assunto. Ao abrirmos o link principal o layout apresenta-se de forma mais moderna e atrativa do que todos nos outros sites (fundo preto e fonte branca). Além de ter uma foto da nave pronta para o lançamento, dando mais subsídios visuais ao leitor. Os links estão localizados somente abaixo do lead. Porém, um serviço de buscas adicionais do site está muito próximo ao conteúdo, parecendo uma continuação da frase ao lado, prejudica a estética. O conteúdo do Terra, assim, como nos outros sites analisados, apresenta-se de forma clara e objetiva, não contendo nada muito além do necessário.

DEMOCRATIZAÇÃO DA ARTE MUSICAL



O alto índice de pirataria existente no mercado fonográfico tem contribuído para causar uma enorme dor de cabeça para gravadoras. Grande parte dos computadores são vendidos equipados com gravador de CD, recurso que permite criar cópias idênticas aos originais e transmiti-las com rapidez e eficiência. Assim como o CD mudou substancialmente a forma de se consumir música, o MP3 revolucionou o cenário musical, compactando em arquivos de tamanho consideravelmente pequenos, uma quantidade razoável de música de boa qualidade. O usuário dessas redes, experimenta a música na sua forma mais essencial, que é ser um meio para promover participação e integração entre os humanos.

Evitar a pirataria na internet está se tornando cada vez mais difícil. São inúmeros os sites que facilitam a troca de arquivos musicais entre usuários espalhados pelo mundo todo. Nesse meio, a cultura da informação livre encontra-se com o papel integrador da música, que encoraja o acesso universal à música. Uma coisa é certa: os formatos de compressão e os programas de troca de arquivos vieram para ficar. Programas similares ao Napster (servidor de distribuição gratuita de música em formato digital), que foi caçado como bruxa, já existem aos montes.

Mas a maior razão para o aumento da pirataria que se prolifera nos camelôs e lojinhas, é o preço salgado do produto original. Poucos podem dar-se ao luxo de comprar um original e não sentir nem um pouquinho a dor no bolso de ter pago cinco, seis ou várias vezes mais que a versão pirata (como no caso dos softwares). Além disso, suas técnicas ultrapassadas de marketing, além de desonestas, estão afundando as gravadoras. O jabá (ajuda financeira das indústrias da música oferecem aos veículos de grande mídia) é o maior exemplo disso. As instituições que combatem a pirataria divulgam que os CDs piratas afetam os leitores de CDs visando coibir o seu uso, mas segundo técnicos, isto é na verdade, uma grande mentira.

O fato é que podemos detectar uma clara mudança de paradigma. Antes imperiais, implacáveis e ditatoriais no estabelecimento dos preços dos seus produtos, as grandes gravadoras de repente estão recuando, reduzindo os preços dos CDs e “melhorando” os contratos com seus artistas. É um sinal de novos tempos. Estão todas se movimentando para entrar no mercado digital de música on line. Porém, mais fundamental, contudo, é a oportunidade de artistas independentes terem a possibilidade de divulgar seu trabalho ao público, sem necessitar de qualquer intermediário.

Mas afinal, a apropriação desautorizada de propriedade intelectual, é efetivamente um crime previsto por lei. Mas antes de combater a pirataria online, as gravadoras precisam reinventar o seu negócio.

PIRATAS VITUAIS


É fato: a Internet tornou-se um importante instrumento de relações comerciais e interpessoais. Entretanto, também mostrou-se um campo fértil para crimes virtuais. Clonagem de cartões de crédito,pedofilia , invasão de sites, falsificação de informações e a ações de hackers que proliferam spams (mensagens eletrônicas não autorizadas) e vírus, são os principais delitos cometidos no universo virtual. Basta um computador e um usuário mal-intencionado.

Mas, a alta de crimes cibernéticos está ligada à expansão do “campo de trabalho” dos piratas virtuais. Nunca houve tantos computadores conectados à internet; e a existência de novatos na rede representa uma ótima oportunidade para quem está mal-intencionado. Em geral, os hackers ou piratas virtuais partem do princípio de que todo sistema de segurança tem uma falha e a função deles é encontrar essa brecha. Se contentam em incomodar, entrar nos sistemas para provar que são mesmo vulneráveis. Eles sabem que todo o conhecimento é poder.

O foco dos piratas está cada vez mais voltado para o roubo de informações, sendo o objetivo final destas ações, os ganhos financeiros. E, quando se trata de prejuízos causados por hackers, as instituições financeiras (bancos e administradoras de cartões) são uma das principais atingidas. Em 2005, os piratas deram um prejuízo de recorde de R$ 300 milhões a bancos brasileiros. Neste cenário de prejuízo que aumentam a cada ano, instituições financeiras e piratas travaram uma guerra. Nela, as organizações criam tecnologias cada vez mais avançadas de segurança, enquanto pessoas mal-intencionadas fazem de tudo para furar estes bloqueios.

O fato da legislação brasileira de não punir esse tipo de crime acaba incentivando os ataques dos hackers. Os piratas virtuais podem, no máximo, ser enquadrados por roubo, mesmo assim, só no caso de desvio de dinheiro. Além das dificuldades que envolvem investigações do universo off-line, os profissionais que combatem o crime virtual ainda têm que lidar com a falta de fronteiras proporcionada pela internet. Por isso, uma das principais armas contra o problema é a troca constante de informações entre organizações e países. Os usuários também devem fazer sua parte e denunciar ataques e golpes virtuais, para que as autoridades e organizações tenham mais chance de identificar os responsáveis pelas ações.

Tuesday, March 07, 2006

O SOM...


O som é a matéria prima do universo!
Os mundos e seres que compõem o Cosmos foram constituídos pelo som, pela palavra, que emanou como o primeiro hálito divino.
Pelo som, o "caos primitivo" se ordenou, se sistematizou nos mundos que conhecemos.
O som é o mais eficaz e poderoso agente mágico e a primeira das chaves para abrir a porta de comunicação entre mortais e imortais.
Como música, o som é o veículo ideal, tanto para a libertação como para a escravidão dos homens.
O som é a grande arma de homens e Deuses.
Em si não é bom nem mau; o seu emprego fasto ou nefasto depende exclusivamente da vontade do homem.